sexta-feira, 4 de julho de 2025
Eu só queria alguém…
quinta-feira, 3 de julho de 2025
A Presença Feminina na Política Brasileira: Representatividade ou Cumprimento de Cota?
domingo, 22 de junho de 2025
Guerra entre Irã e Israel: como esse conflito pode afetar o Brasil e a vida de todos nós
sábado, 21 de junho de 2025
Quando a vida ensina na pele, a luta vira missão
O Direcionamento que Vem de Deus
domingo, 15 de junho de 2025
O machismo de saia: quando a opressão fala com voz de mulher
segunda-feira, 19 de maio de 2025
Cada amor que passou por mim teve um som, um ritmo, uma letra.
sexta-feira, 16 de maio de 2025
Nem tudo que muda faz barulho, mas há silêncios que anunciam recomeços.
terça-feira, 29 de abril de 2025
Nem tudo que muda faz barulho, mas há silêncios que anunciam recomeços.
sexta-feira, 18 de abril de 2025
A torta da minha mãe: memória viva e cheiro de aconchego
quinta-feira, 17 de abril de 2025
Eu sou o que restou, e o que resistiu.
terça-feira, 15 de abril de 2025
A Realidade da Saúde Pública no Espírito Santo: A Urgência de um Sistema que Respeite a Vida.
terça-feira, 8 de abril de 2025
Carta ao Silêncio Que Me Habita
segunda-feira, 17 de março de 2025
domingo, 16 de março de 2025
quarta-feira, 12 de março de 2025
Páginas Viradas
segunda-feira, 10 de março de 2025
Os Pássaros que Não Cantam
domingo, 9 de março de 2025
sábado, 8 de março de 2025
Neste Dia Internacional da Mulher, não há o que comemorar. Há o que reivindicar. Há o que mudar.
Por todas que vieram antes de nós.
Por todas que ainda virão.
E, principalmente, por todas que não tiveram a chance de continuar.
Quantas Vitórias ainda precisarão morrer? Quantas Aracelis?
O feminicídio continua.
O ataque contra as mulheres continua.
O preconceito contra as mulheres continua.
A desigualdade salarial continua.
E nós, mulheres, seguimos lutando para sobreviver em um mundo que insiste em nos matar.
Nesta semana, Vitória foi brutalmente assassinada. Jovem, cheia de sonhos, teve sua vida arrancada por homens que não aceitavam sua liberdade. Mataram-na por ciúmes, por ódio, porque ela ousou dizer "não". Dois ou três homens, a mando do ex-namorado, decidiram que ela não tinha mais o direito de existir.
Mas Vitória não foi a primeira. Araceli também não.
Araceli Cabrera Sánchez Crespo era apenas uma criança de oito anos quando foi sequestrada, violentada e morta por homens influentes no Espírito Santo, em 1973. Seu corpo foi encontrado seis dias depois, marcado pela crueldade dos agressores. E não, Araceli não usava roupas curtas, não provocava, não se "colocou em risco". Porque a violência contra meninas e mulheres nunca foi sobre a roupa, sobre o comportamento ou sobre "estar no lugar errado". Sempre foi sobre poder, sobre a crença de que nossos corpos não nos pertencem, sobre um sistema que protege os agressores e culpa as vítimas.
O feminicídio é uma das principais causas de morte de mulheres no Brasil. A cada seis horas, uma mulher é assassinada simplesmente por ser mulher. Os números são alarmantes e colocam o Brasil entre os países com as maiores taxas desse tipo de crime no mundo.
Diariamente, 140 mulheres são mortas no mundo por alguém da própria família. São mães, filhas, irmãs, amigas que perdem suas vidas dentro de suas próprias casas, vítimas daqueles que deveriam protegê-las. E, enquanto muitos tratam esses casos como "crimes passionais", a verdade é que são crimes de ódio, de posse, de poder.
O enfrentamento ao feminicídio não pode ser apenas uma luta das mulheres. Os homens, que são os principais agressores, também precisam fazer parte dessa mudança. Precisam reconhecer, refletir e agir para que a violência de gênero seja combatida desde a raiz.
Quantas Vitórias ainda precisarão morrer? Quantas Aracelis, Marielles, Marias? Quantas mães vão enterrar suas filhas? Quantas mulheres precisarão ter medo de terminar um relacionamento? De andar sozinhas? De simplesmente existir?
Não queremos flores no Dia da Mulher. Não queremos homenagens vazias enquanto nossos nomes são escritos em lápides. Queremos justiça, queremos mudanças, queremos viver.
Porque enquanto houver uma única mulher morta por ser mulher, a luta não pode parar.
Gracciene Farias
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025
terça-feira, 4 de fevereiro de 2025
Resenha de "Registros Multiformes do sentir", de José Roberto de Oliveira
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025
sábado, 25 de janeiro de 2025
Se Amar Primeiro: A Jornada da Autocura e do Amor Próprio
domingo, 19 de janeiro de 2025
MAR ( II )
MAR ( I )
Eu fui concebida no mar,
nas águas que embalavam os sonhos
antes mesmo de serem meus.
Ali, entre correntes e brisas,
uma vida começou,
moldada pela calma das marés
e pela força do infinito.
Eu nasci onde a espuma beija a areia,
e o horizonte é sempre uma promessa.
Minha infância foi de pés descalços e sal na pele,
de correrias pela beira-mar,
onde as ondas sussurravam segredos
que só as crianças podiam ouvir.
As conchas eram minhas irmãs,
cada uma trazendo histórias em suas curvas.
As algas, minhas guardiãs,
se enroscavam em meus tornozelos
como quem diz: "Fique, você pertence a este lugar."
E o Baiacu…
Ah, ele era meu cúmplice, meu pequeno amigo.
Eu o segurava nas mãos,
sentia sua barriga inflar como um balão,
e com um sorriso, o devolvia ao seu mundo,
sabendo que ele voltaria para mim.
Minha casa era o azul que não termina,
onde o céu e o mar se encontram
sem nunca se separar.
Minha mãe, invisível aos olhos,
se fazia presente em cada onda,
em cada brisa que acariciava meu rosto.
Ela me ensinou que o mar é vida,
e que eu sou feita da mesma água
que se renova a cada maré.
Hoje, quando olho para o oceano,
vejo um reflexo de mim mesma.
Não importa quão longe eu vá,
o mar é minha raiz,
minha casa, meu lar eterno.
Gracciene Farias
sexta-feira, 10 de janeiro de 2025
terça-feira, 31 de dezembro de 2024
domingo, 29 de dezembro de 2024
Chico Rei: Um Símbolo de Resistência, Liderança e Superação no Brasil Colonial.
As Origens no Reino do Congo e o Reinado de Galanga
Chico Rei, ou Galanga, é uma das mais emblemáticas narrativas de resistência e superação durante o período colonial brasileiro. Embora envolta em elementos lendários, sua trajetória reflete a luta pela liberdade e a preservação da identidade cultural africana em terras estrangeiras.
Galanga, antes de ser conhecido como Chico Rei, foi um monarca respeitado no Reino do Congo, um dos mais poderosos e organizados reinos africanos da época. O Congo destacava-se por sua rica estrutura política, onde o rei (ou "mani") governava com o apoio de uma corte composta por chefes regionais e conselheiros. Galanga era não apenas um líder político, mas também espiritual, atuando como mediador em conflitos, protetor das tradições e defensor da justiça para seu povo.
O Reino do Congo vivia uma prosperidade baseada no comércio de marfim, cobre e outros bens, mas também enfrentava ameaças constantes de incursões estrangeiras. No século XVIII, o tráfico de escravizados intensificou-se na região, resultado de parcerias entre europeus e líderes locais que, sob coerção ou em busca de benefícios econômicos, participavam da captura de suas próprias populações.
A Captura e a Viagem ao Brasil
Em uma das muitas incursões organizadas por comerciantes portugueses, Galanga, sua família e parte de sua corte foram capturados. A captura de membros da realeza era especialmente lucrativa, uma vez que eles costumavam ser vendidos por valores elevados devido à sua posição social. O destino traçado para Galanga e os seus era cruel: seriam levados ao Brasil, onde enfrentariam os horrores da escravidão.
Durante uma cerimônia religiosa, Galanga, e parte da sua família foram capturados em uma emboscada organizada por traficantes portugueses, um evento trágico que marcaria o início de uma jornada de sofrimento e resistência. Ele, sua esposa Djalô, sua filha Itulo, e seu filho xxx e outros súditos foram embarcados em um tumbeiro (navio negreiro) rumo ao Brasil.
A captura de membros da realeza era especialmente lucrativa, uma vez que eles costumavam ser vendidos por valores elevados devido à sua posição social.
A travessia pelo Atlântico a bordo dos navios negreiros, conhecidos como tumbeiros, representava um dos capítulos mais sombrios da diáspora africana. Homens, mulheres e crianças eram amontoados em porões apertados, sem ventilação ou condições mínimas de sobrevivência. Doenças como escorbuto, disenteria e febres eram comuns, e as mortes durante a viagem eram frequentes. A superstição dos marinheiros muitas vezes agravava o sofrimento dos cativos. Durante uma tempestade, Galanga assistiu impotente à sua esposa, a rainha Djalô, e sua filha, a princesa Itulo, serem lançadas ao mar em um ritual macabro para "acalmar os deuses".
A Chegada ao Brasil e o Recomeço em Vila Rica
Em 1740, Galanga desembarcou no Rio de Janeiro, onde foi rebatizado com o nome de Francisco, uma prática comum entre os escravizadores que buscavam apagar as identidades originais dos africanos cativos. Francisco e seu filho Muzinga foram adquiridos por um proprietário de minas e enviados a Vila Rica, hoje Ouro Preto, em Minas Gerais. Lá, passaram a trabalhar na Mina da Encardideira, explorando ouro sob condições desumanas.
Nas minas, o trabalho era árduo e extenuante. Os escravizados emfretavam jornadas de até 16 horas, em túneis úmidos e sem iluminação adequada, arriscando suas vidas em desabamentos e no contato constante com substâncias tóxicas. Além disso, eram submetidos a castigos físicos severos e privados de qualquer direito básico. O trabalho nas minas era extenuante e desumano, eram constantemente vigiados para evitar qualquer tentativa de fuga ou rebelião.
Mesmo sob condições extremas, Chico Rei destacou-se por sua inteligência e resiliência. Segundo relatos, ele utilizava estratégias para acumular pequenas quantidades de ouro. Uma das histórias mais conhecidas sugere que Chico escondia grãos de ouro em pó entre os cabelos e, ao final do dia, lavava-os para recuperar o metal. Apesar do risco, essa prática foi crucial para que ele conseguisse comprar sua liberdade e a de seu filho.
A liberdade, no entanto, não era o fim da luta. Já liberto, Chico Rei passou a trabalhar como homem livre, acumulando riquezas suficientes para adquirir a própria Mina da Encardideira, rebatizada como Mina do Chico Rei. Esse feito extraordinário permitiu-lhe alforriar outros escravizados, muitos dos quais eram seus conterrâneos do Congo, fortalecendo os laços de solidariedade e resistência entre eles.
Liderança Comunitária e Preservação Cultural
Reconhecido por sua liderança e carisma, Chico Rei tornou-se uma figura central na comunidade afrodescendente de Vila Rica. Sob sua orientação, os alforriados organizaram-se em torno da devoção a Nossa Senhora do Rosário e Santa Efigênia, figuras de grande importância para os negros no Brasil colonial. Em 1785, eles construíram a Igreja de Santa Efigênia, que se tornaria um símbolo da resistência cultural e religiosa dos afrodescendentes.
Além disso, Chico Rei desempenhou um papel crucial na preservação das tradições africanas por meio do Congado, uma manifestação cultural que mescla elementos da religiosidade africana com o catolicismo imposto pelos colonizadores. Essa celebração, que incluía danças, cantos e procissões, era uma forma de resistência e reafirmação da identidade cultural.
Legado e Importância Histórica
Chico Rei faleceu aos 72 anos, vítima de hepatite, mas seu legado perdurou. Seu filho, Muzinga, assumiu a liderança das celebrações do Congado, dando continuidade à tradição que Chico ajudou a estabelecer. Hoje, a história de Chico Rei é lembrada em diversas manifestações culturais e religiosas, como as festas do Congado e os desfiles em homenagem aos reis do Congo.
Embora sua existência não seja completamente documentada, Chico Rei tornou-se um símbolo de resistência e superação. Sua trajetória ilustra a capacidade humana de lutar por dignidade e liberdade mesmo nas condições mais adversas, inspirando gerações a valorizar a história e a cultura afrodescendente no Brasil.
Gracciene Farias
Referências
1. Reis, João José. A História dos Escravos no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.
2. Silva, Eduardo França. "Chico Rei e a Resistência Afro-Brasileira." Revista Brasileira de História, vol. 25, 2006, pp. 17-45.
3. Oliveira, Ana Lúcia Araújo. Memória e Esquecimento: Os Afrodescendentes no Brasil. Brasília: Editora UnB, 2008.
4. Moura, Clóvis. História da Escravidão no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2015.
5. Arquivo Histórico Nacional. Documentos sobre a mineração no século XVIII, Rio de Janeiro.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2024
segunda-feira, 23 de dezembro de 2024
É válido sentir.
Refletir, hesitar e desistir: o peso de amar hoje
segunda-feira, 16 de dezembro de 2024
domingo, 15 de dezembro de 2024
quarta-feira, 13 de novembro de 2024
Na noite de 13 de novembro de 2024, Brasília foi palco de um episódio alarmante de violência. Um homem detonou uma bomba perto do Supremo Tribunal Federal, enquanto, quase simultaneamente, um carro carregado com fogos de artifício explodiu no estacionamento da Câmara dos Deputados. O caso, considerado um ataque coordenado, resultou na morte do homem e levou as autoridades a isolarem a área por precaução. As explosões ocorreram por volta das 19h30 e criaram pânico na Praça dos Três Poderes, destacando o risco de ações extremistas no coração das instituições brasileiras.Esse evento expõe o impacto e a gravidade do extremismo em uma sociedade democrática. Atos de violência como esse vão além de um protesto; eles representam uma tentativa de intimidação direta às instituições que sustentam o sistema democrático do país. Quando indivíduos recorrem ao terrorismo, demonstram uma ruptura com o diálogo e com as vias pacíficas de reivindicação, gerando um ambiente de medo que ameaça a estabilidade social.A resposta à radicalização que leva a esse tipo de violência deve ser firme e eficaz. Não se trata apenas de garantir a segurança física das instituições, mas também de preservar o próprio valor do diálogo democrático. Reagir a esses ataques implica não só um reforço na segurança, mas também uma reflexão sobre como evitar que a violência se normalize como instrumento político.
domingo, 10 de novembro de 2024
quinta-feira, 7 de novembro de 2024
Amor também é ficar.
O amor, para mim, nunca foi um conto de fadas. A vida me ensinou muito cedo que amar também é atravessar tempestades. Carrego cicatrizes in...
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Na minha casa, há dois passarinhos. Pequenos, frágeis, silenciosos. Eles não cantam. Não chilreiam pela manhã, não assobiam ao entardecer. A...
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