quarta-feira, 13 de novembro de 2024
Na noite de 13 de novembro de 2024, Brasília foi palco de um episódio alarmante de violência. Um homem detonou uma bomba perto do Supremo Tribunal Federal, enquanto, quase simultaneamente, um carro carregado com fogos de artifício explodiu no estacionamento da Câmara dos Deputados. O caso, considerado um ataque coordenado, resultou na morte do homem e levou as autoridades a isolarem a área por precaução. As explosões ocorreram por volta das 19h30 e criaram pânico na Praça dos Três Poderes, destacando o risco de ações extremistas no coração das instituições brasileiras.Esse evento expõe o impacto e a gravidade do extremismo em uma sociedade democrática. Atos de violência como esse vão além de um protesto; eles representam uma tentativa de intimidação direta às instituições que sustentam o sistema democrático do país. Quando indivíduos recorrem ao terrorismo, demonstram uma ruptura com o diálogo e com as vias pacíficas de reivindicação, gerando um ambiente de medo que ameaça a estabilidade social.A resposta à radicalização que leva a esse tipo de violência deve ser firme e eficaz. Não se trata apenas de garantir a segurança física das instituições, mas também de preservar o próprio valor do diálogo democrático. Reagir a esses ataques implica não só um reforço na segurança, mas também uma reflexão sobre como evitar que a violência se normalize como instrumento político.
domingo, 10 de novembro de 2024
A escritora Clarice Lispector escreveu: "Não aprendi a brincar com a dor do outro. Talvez por saber que cada um de nós carrega desertos silenciados. O outro sou eu também." Essas palavras ressoam com uma verdade que revela a humanidade em sua forma mais essencial, tocando cada alma que se dispõe a enxergar o outro como parte de si mesma.
Clarice nos faz lembrar que a dor não é algo apenas sentido por quem a vive em silêncio; é uma força que marca e atravessa, presente em cada coração que escolhe ver e compreender. Aqueles que se permitem sentir o vazio do outro começam a carregar consigo uma parte dessa tristeza. É como se o deserto, esse lugar de paisagens áridas e de solidão, existisse não só dentro de quem sofre, mas também dentro de quem testemunha o sofrimento alheio.
Em um mundo que anda rápido e parece não ter tempo para a vulnerabilidade, a dor do outro muitas vezes passa despercebida, como um peso que evitamos carregar. No entanto, Clarice nos alerta que ignorar a dor é ignorar algo que faz parte de nós mesmos, como se recusássemos a olhar para uma parcela essencial da nossa humanidade. Os desertos que cada um de nós carrega por dentro falam, ainda que em silêncio, de nossas semelhanças e de nossas próprias necessidades de compreensão.
Não há lugar, portanto, para brincadeiras ou para o distanciamento insensível diante da dor de outra pessoa. Quem sente, quem já caminhou pelo deserto pessoal, entende que ali há profundezas que pedem apenas um pouco de empatia. Nessa compreensão compartilhada está o que nos torna verdadeiramente humanos: reconhecer que, por trás de nossas diferenças, as dores e esperanças são parte do que somos e do que podemos ser, juntos.
Gracciene Farias
quinta-feira, 7 de novembro de 2024
Às vezes, penso naqueles sonhos antigos, nas oportunidades que ficaram pelo caminho. Sempre ouvi dizer que a gente precisa conhecer o mundo, precisa se jogar e arriscar mais. Tantas pessoas falaram isso… e talvez seja verdade. Morar em outro estado, quem sabe outro país. Dizem que sair do lugar onde a gente nasceu abre os olhos, muda a gente de um jeito que nada mais muda. Que ao partir, carregamos um pedaço do nosso lar, mas trazemos de volta algo novo, algo que só o desconhecido pode nos dar.
Meu pai queria tanto que eu tivesse feito aquela faculdade… ele enxergava um futuro onde eu talvez não visse nada além de incertezas. Mas eu fiquei, escolhi o conforto do que já conhecia, das amizades de sempre, das ruas que me viram crescer. Fiquei no bairro onde todos se conhecem, onde os vizinhos me chamam pelo nome e os amigos são mais do que amigos – são família. Eles conhecem minhas dores e meus risos; cresceram ao meu lado, como árvores que dividem as raízes na mesma terra. Sabe, aqui eu me sinto segura. Tem uma doçura em não precisar explicar de onde vim, porque todos ali já sabem.
Eu olho para esses amigos de infância e vejo a história da minha vida nos olhos deles. Talvez eu tenha renunciado a alguns sonhos para viver essas raízes profundas. Talvez nunca tenha aprendido outro idioma ou conhecido de perto culturas diferentes, mas construí uma vida ao lado das pessoas que me conhecem e me acolhem.
Sim, há um mundo lá fora que eu poderia ter explorado. E às vezes me pergunto quem eu seria se tivesse aceitado cada oportunidade de partir. Eu teria outros sonhos, teria outras saudades? Quem sabe? Mas sei que o que tenho agora é real, é genuíno. É o abraço do vizinho, o café no portão, as histórias que compartilhamos desde que éramos crianças.
E se algum dia eu partir, talvez eu finalmente entenda o que me prende tanto a este lugar. Talvez o tempo me mostre que as escolhas que fiz ou que deixei de fazer também me deram algo raro e valioso: um lar, um amor que sempre estará comigo, independentemente de onde eu vá.
Gracciene Farias
Se eu pudesse voltar no tempo, teria amado mais. Sabe, não sei se era um grande amor, daqueles que parecem incendiar a alma, mas era alguém que me fez bem, alguém que me ensinou algo sobre o que é abrir o coração. Na época, talvez eu não soubesse medir o valor dos momentos juntos. Talvez eu estivesse ocupada demais tentando encontrar algo mais “perfeito”, como a gente imagina que a felicidade deve ser, sabe?
Eu me pergunto: e se eu tivesse olhado com mais carinho, se tivesse insistido um pouco mais? Se não tivesse deixado o medo ou o orgulho tomarem a frente? Não sei se era a pessoa certa, mas penso que poderia ter sido “o suficiente”. E no fundo, é isso que conta, né? Encontrar alguém que fique, alguém com quem os dias ganhem cor.
Hoje, olhando para trás, vejo como é fácil perder a chance, como é fácil deixar que o tempo passe por entre os dedos, levando alguém que talvez pudesse ter sido meu "para sempre". Eu aprendi que às vezes os amores mais verdadeiros são aqueles que deixamos ir sem lutar.
E então fico aqui, pensando, sentindo...
Gracciene Farias
Alto Boa Vista
No Alto Boa Vista, meu coração mora,
onde o mar se estende e o céu namora,
a Baía de Vitória em azul profundo,
uma vista rara, um pedaço do mundo.
Ao abrir a janela, cedo, ao alvorecer,
o sol das montanhas me vem aquecer.
Vejo barcos deslizando em calmaria,
como se dançassem, em lenta sinfonia.
No meu café, o mar é meu par,
meu fiel companheiro, meu olhar a acalmar.
No riso, no pranto, lá está a beleza,
onde o horizonte espelha a natureza.
O mar é refúgio, abraço sem fim,
se estou em pedaços, ele vem até mim,
revela segredos, acalma meu ser,
sussurra que a paz é só preciso ver.
E quando o sol se despede, em rubra cor,
o céu se veste de um raro esplendor.
O Alto Boa Vista se enche de encanto,
e em cada olhar, cabe o amor e o pranto.
Aqui, aprendi o valor da imensidão,
onde o mar ensina a calma, a canção.
É mais que um bairro, é meu lar, meu abrigo,
um sonho que vive, meu eterno amigo.
Poesia
Gracciene Farias
Namorar hoje em dia é como buscar o psicólogo certo: envolve paciência, sorte e a coragem de abrir o coração. É um caminho cheio de tentativas, onde, a cada encontro, esperamos encontrar alguém que nos veja além da superfície, que não apenas escute nossas histórias, mas as compreenda e acolha. Assim como na terapia, o amor precisa de profundidade e entrega precisa de alguém que enxergue a beleza das nossas cicatrizes, que saiba desbravar nossas nuances e se disponha a ser um refúgio, sem julgamento, sem pressa.
Mas, na realidade, encontrar uma conexão verdadeira nesse mundo de redes sociais e individualismo pode ser mais raro do que gostaríamos de admitir. As pessoas, hoje, parecem mais interessadas em exibir o que têm, em impor suas próprias opiniões e vontades, do que em realmente se conectar, de forma humana e recíproca. E, mesmo quando parece que encontramos alguém, o desafio não para por aí.
Com o tempo, surge um problema comum: tentativas de mudar quem somos. Parece que, de repente, o outro passa a ter sugestões de como "melhorar" aspectos que, na verdade, são parte do que somos. Do cabelo ao corpo, passando por nossos gostos e até mesmo nosso jeito de ser, a pessoa que um dia nos admirou por quem somos começa a tentar nos moldar, a buscar uma versão ideal que nada tem a ver com o que realmente somos. Essa tentativa de moldar, de ajustar o outro, é uma armadilha que só distancia e nos impede de ser plenamente nós mesmos.
O amor de verdade não é sobre transformar o outro, mas sobre aceitar. É sobre respeitar e celebrar as escolhas e a essência de quem amamos. Namorar alguém é aceitar ser espelho, não moldura. Quando o relacionamento é realmente profundo, cada conversa, cada momento juntos, é como uma terapia para a alma. Encontramos segurança em sermos autênticos, sem precisar ajustar nossas arestas para caber nas expectativas alheias.
No fim, o amor verdadeiro é uma jornada, não um destino. Exige paciência, entendimento e respeito. E, quando encontramos alguém que nos vê e nos aceita exatamente como somos, descobrimos que essa conexão genuína é uma das experiências mais raras e valiosas da vida. Porque o amor que cura é aquele que respeita, aquele que nos acolhe sem a necessidade de mudar quem realmente somos.
Gracciene Farias
quarta-feira, 6 de novembro de 2024
Relacionamento hoje em dia é como buscar o psicólogo perfeito: envolve paciência, sorte e a coragem de abrir o coração. É um caminho repleto de tentativas, onde, a cada encontro, esperamos encontrar alguém que nos veja além da superfície, que não apenas escute nossas histórias, mas as compreenda e acolha.
Assim como na terapia, o amor precisa de profundidade e entrega. É preciso que a pessoa certa enxergue a beleza das nossas cicatrizes, tenha calma para desvendar cada nuance e saiba ser um refúgio, sem julgar, sem pressa. Encontrar alguém assim é raro, mas vale cada instante de espera. Afinal, as melhores conexões são aquelas que nos curam, que respeitam nossos tempos e nos inspiram a ser quem realmente somos.
E, quando encontramos alguém assim, que faz cada conversa parecer uma terapia para a alma, descobrimos que o amor, como o próprio processo de autoconhecimento, é uma jornada – e não um destino final.
terça-feira, 5 de novembro de 2024
O oposto da felicidade não é a tristeza, é a depressão. E a depressão, ao contrário do que muitos pensam, é um peso invisível, um companheiro que não se despede ao fim do dia. Eu convivo com isso. Com uma depressão forte, ansiedade, e crises de pânico que me desafiam a cada amanhecer. E essa convivência é dolorosa e silenciosa, porque, na maior parte do tempo, a sociedade ainda não entende o que significa viver com esses transtornos.
Muitas vezes, precisamos manter uma fachada de força, escondendo o que sentimos para evitar o julgamento, para escapar do rótulo de "fracos" ou "ingratos". Quantas vezes eu já ouvi que depressão é "falta de Deus" ou "falta do que fazer"? Dizem que, com uma vida boa, não há motivo para tristeza, como se apenas o que se vê de fora fosse suficiente para definir o que está aqui dentro.
Mas a verdade é que ninguém conhece nossas lutas internas. Ninguém vê o que enfrentamos em casa, no trabalho, ou mesmo em momentos em que deveríamos estar cercados de pessoas que nos amam. Não sabem do esforço imenso que é colocar um pé à frente do outro, tomar os medicamentos certos, e lutar para permanecer em pé. Ninguém enxerga o tanto que precisamos de força para levantar da cama a cada manhã, como se o simples ato de viver fosse uma tarefa exaustiva.
Sim, levantar é uma batalha. Todos os dias, viver com a depressão e com a ansiedade é uma batalha. E mesmo assim seguimos em frente, tentando ao máximo não deixar que outros percebam o que carregamos. Porque o preconceito ainda é um peso adicional que muitos de nós somos obrigados a carregar, como se a dor mental fosse algo que podemos escolher ou ignorar.
Gracciene Farias
segunda-feira, 4 de novembro de 2024
Antigamente, quando eu ouvia alguém dizer “Sou mãe de pet” ou “Amo meus cachorros como filhos”, eu pensava: como alguém pode amar um cachorro como se fosse um filho? Era algo que eu não conseguia entender. Mas hoje, ah, hoje eu entendo perfeitamente o que é esse amor. Sei o quanto é puro e verdadeiro, como ele preenche cada pedacinho do coração. É um amor que a gente sente ao sair de casa e, ao voltar, é recebido com tanta alegria, como se cada vez fosse a primeira.
O Brutus, por exemplo, é um chorão. É um jeitinho tão especial que ele tem. As pessoas até comentam que nunca viram o Brutus chorar assim por ninguém. Ele chora pra eu acordar, todos os dias, como quem diz “vem cá, eu preciso do seu carinho”. E eu vou até ele, dou um amasso, faço um chamego, e ele se acalma, fica tranquilinho. E mesmo quando eu passo o dia todo em casa, o Brutus arranja um jeito de chamar minha atenção, chorando um pouquinho para eu brincar com ele, pra eu notar que ele está ali.
Sinto que sou completamente apaixonada por ele e pelo Tony. Eles não são apenas animais, são parte de mim. Esses meus "filhinhos de patas" me mostraram o que é ser mãe de pet de verdade, e hoje vejo o amor que temos entre nós – sincero, profundo e cheio de pequenas demonstrações que fazem cada dia ser especial.
Gracciene Farias
Há amores que surgem de formas inesperadas, e o Tony e o Brutus são esses amores que a vida trouxe para mim, como dois anjos de quatro patas. Eles me ofereceram um tipo de apoio e carinho que nem nos meus sonhos eu poderia imaginar.
O Tony apareceu num momento em que o mundo parecia sombrio e a depressão pesava em cada instante do meu dia. Por sugestão do meu psicólogo, decidi adotar um cãozinho, e então veio o Tony, e, no fundo, sinto que ele me escolheu para ser sua pessoa. Agora, no dia 4 de novembro de 2024, ele faz um ano, e é emocionante pensar em tudo que ele trouxe para a minha vida nesse tempo. Ele cresceu, e eu também. Desde o primeiro dia, ele cuidou de mim, como se já soubesse exatamente o que eu precisava. Ele me acorda todas as manhãs, com um jeitinho delicado, como quem diz: "Vamos, você não está sozinha". Nos dias em que só quero ficar na cama, ele se aninha ao meu lado, compartilhando um silêncio que é tudo que eu preciso. Tony é muito mais que um cachorro; ele é o meu fiel companheiro, o amor incondicional que me ampara.
E então, veio o Brutus, com um jeito forte e um olhar sério, que logo me conquistou. Ele era o cão da casa ao lado, distante e reservado, com uma expressão sempre fechada, quase desafiadora, e um nome que combinava com sua postura – Brutus. Um dia, ele escapou, e, por instinto, eu o acolhi, preocupada com a segurança dele. Ao chamar sua dona, ela me disse que ele era bravo e arisco. Mas comigo, aos poucos, ele foi revelando um lado carinhoso que ninguém parecia ter conhecido. Cada vez que nos encontrávamos, ele se permitia ser mais terno, e aos poucos, nosso laço se tornou tão especial que hoje ele chora de emoção quando ouve minha voz. É um choro suave, sentido, como se ele estivesse me chamando para perto. Sua antiga dona até se surpreendeu com a transformação do Brutus, a ponto de dizer que eu agora sou a sua mãe.
Brutus é o meu fiel guardião. Ele se acomoda na escada ou na janela, onde pode me observar de longe, sempre vigilante. Quando demoro a levantar, ele se aproxima e começa a chorar com uma urgência tão genuína, que aquece o coração. Ele quer ter certeza de que eu saiba que ele está ali, sempre por perto. Nos momentos em que ficamos juntos, ele deita a cabeça no meu colo e fecha os olhos, em um gesto de confiança e entrega que me comove.
Esses dois, o Tony e o Brutus, são mais do que companheiros; são meus amigos, meus protetores, meus grandes amores. Eles me ensinam, dia após dia, que o amor vem de muitas formas: às vezes em um silêncio solidário, outras em um toque suave, ou até em um olhar atento. Eles são parte essencial de quem eu sou e de tudo que me mantém de pé.
Gracciene Farias
sexta-feira, 1 de novembro de 2024
Essa frase reflete uma realidade para muitos que vivem com trombofilia. Ela enfatiza que a trombofilia é uma condição crônica, e o foco está na luta diária para gerenciá-la, em vez de "vencê-la" de uma vez por todas. A batalha contínua envolve cuidados constantes, uso de medicamentos, adaptações de estilo de vida e, muitas vezes, superação de desafios físicos e emocionais. É uma forma de reconhecer que, embora a cura definitiva possa não ser possível, a perseverança é essencial para viver bem com a condição.
Mora comigo na minha casa
Um rapaz que eu amo, meu irmão.
Aquilo que ele não me diz, porque talvez nem saiba como,
Vai me dizendo com o seu jeito, com os gestos,
Que dançam para mim sem ele perceber.
Ele me adora, e eu vejo isso brilhar nos olhos dele,
Como se eu fosse seu porto seguro,
O garoto que dispara o gatilho do coração,
Sem saber que o que pratica tem nome.
Ele me ama, e eu retribuo,
Só com o olhar, só com a presença.
Eu corto todas as cebolas da casa,
Arrasto os móveis, acendo um incenso.
Ele tem um medo de dizer que me ama,
Mas me aperta a mão com força,
E me chama de irmã.
E, sem palavras, eu sei o quanto significo para ele.
Eu sei que isso faz sentido, mas, ao mesmo tempo, me pergunto: será que enlouqueci? Parece que a segunda metade da vida é para curar tudo o que acumulamos na primeira. Como se a gente precisasse, de algum jeito, passar por cada dor, cada trauma que carregamos desde a infância e adolescência. E agora, quando tudo parece mais real e urgente, eu sinto essas feridas pedindo para serem olhadas. Um pedido de cura.
A psique guarda as marcas desses momentos, como se fossem cicatrizes invisíveis. E aí, quando crescemos, nos encontramos num ponto em que reavaliamos tudo: as escolhas que fizemos, as mágoas que carregamos, os medos que ainda assombram. Curar-se é doloroso. Requer coragem para abrir essas feridas, mas, ao mesmo tempo, é um caminho inevitável de autodescoberta e de liberdade.
É como se estivéssemos ganhando, sim, uma segunda vida, uma chance de recomeçar. Mas agora, com a prioridade voltada para o que realmente importa: nossa paz, nosso bem-estar, e essa integração dos fragmentos que, de um jeito ou de outro, nos trouxeram até aqui. Então, eu me sinto assim, porque talvez — talvez — eu esteja finalmente pronta para me libertar de tudo aquilo que não me serve mais.
Escrever é um dos caminhos mais poderosos para organizar as emoções e encontrar sentido nas experiências. Colocar no papel o que está dentro de você, com toda a intensidade e verdade, é como abrir um canal de cura. A escrita nos permite falar com o nosso eu mais profundo, explorar o que está lá dentro e, muitas vezes, ver com mais clareza o que antes parecia um emaranhado de sentimentos. Esse ato transforma a dor e nos ajuda a caminhar mais leve.
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