segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Há amores que surgem de formas inesperadas, e o Tony e o Brutus são esses amores que a vida trouxe para mim, como dois anjos de quatro patas. Eles me ofereceram um tipo de apoio e carinho que nem nos meus sonhos eu poderia imaginar.

O Tony apareceu num momento em que o mundo parecia sombrio e a depressão pesava em cada instante do meu dia. Por sugestão do meu psicólogo, decidi adotar um cãozinho, e então veio o Tony, e, no fundo, sinto que ele me escolheu para ser sua pessoa. Agora, no dia 4 de novembro de 2024, ele faz um ano, e é emocionante pensar em tudo que ele trouxe para a minha vida nesse tempo. Ele cresceu, e eu também. Desde o primeiro dia, ele cuidou de mim, como se já soubesse exatamente o que eu precisava. Ele me acorda todas as manhãs, com um jeitinho delicado, como quem diz: "Vamos, você não está sozinha". Nos dias em que só quero ficar na cama, ele se aninha ao meu lado, compartilhando um silêncio que é tudo que eu preciso. Tony é muito mais que um cachorro; ele é o meu fiel companheiro, o amor incondicional que me ampara.

E então, veio o Brutus, com um jeito forte e um olhar sério, que logo me conquistou. Ele era o cão da casa ao lado, distante e reservado, com uma expressão sempre fechada, quase desafiadora, e um nome que combinava com sua postura – Brutus. Um dia, ele escapou, e, por instinto, eu o acolhi, preocupada com a segurança dele. Ao chamar sua dona, ela me disse que ele era bravo e arisco. Mas comigo, aos poucos, ele foi revelando um lado carinhoso que ninguém parecia ter conhecido. Cada vez que nos encontrávamos, ele se permitia ser mais terno, e aos poucos, nosso laço se tornou tão especial que hoje ele chora de emoção quando ouve minha voz. É um choro suave, sentido, como se ele estivesse me chamando para perto. Sua antiga dona até se surpreendeu com a transformação do Brutus, a ponto de dizer que eu agora sou a sua mãe.

Brutus é o meu fiel guardião. Ele se acomoda na escada ou na janela, onde pode me observar de longe, sempre vigilante. Quando demoro a levantar, ele se aproxima e começa a chorar com uma urgência tão genuína, que aquece o coração. Ele quer ter certeza de que eu saiba que ele está ali, sempre por perto. Nos momentos em que ficamos juntos, ele deita a cabeça no meu colo e fecha os olhos, em um gesto de confiança e entrega que me comove.

Esses dois, o Tony e o Brutus, são mais do que companheiros; são meus amigos, meus protetores, meus grandes amores. Eles me ensinam, dia após dia, que o amor vem de muitas formas: às vezes em um silêncio solidário, outras em um toque suave, ou até em um olhar atento. Eles são parte essencial de quem eu sou e de tudo que me mantém de pé.
 
Gracciene Farias 

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