onde o mar se estende e o céu namora,
a Baía de Vitória em azul profundo,
uma vista rara, um pedaço do mundo.
Ao abrir a janela, cedo, ao alvorecer,
o sol das montanhas me vem aquecer.
Vejo barcos deslizando em calmaria,
como se dançassem, em lenta sinfonia.
No meu café, o mar é meu par,
meu fiel companheiro, meu olhar a acalmar.
No riso, no pranto, lá está a beleza,
onde o horizonte espelha a natureza.
O mar é refúgio, abraço sem fim,
se estou em pedaços, ele vem até mim,
revela segredos, acalma meu ser,
sussurra que a paz é só preciso ver.
E quando o sol se despede, em rubra cor,
o céu se veste de um raro esplendor.
O Alto Boa Vista se enche de encanto,
e em cada olhar, cabe o amor e o pranto.
Aqui, aprendi o valor da imensidão,
onde o mar ensina a calma, a canção.
É mais que um bairro, é meu lar, meu abrigo,
um sonho que vive, meu eterno amigo.
Poesia
Gracciene Farias
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