Um rapaz que eu amo, meu irmão.
Aquilo que ele não me diz, porque talvez nem saiba como,
Vai me dizendo com o seu jeito, com os gestos,
Que dançam para mim sem ele perceber.
Ele me adora, e eu vejo isso brilhar nos olhos dele,
Como se eu fosse seu porto seguro,
O garoto que dispara o gatilho do coração,
Sem saber que o que pratica tem nome.
Ele me ama, e eu retribuo,
Só com o olhar, só com a presença.
Eu corto todas as cebolas da casa,
Arrasto os móveis, acendo um incenso.
Ele tem um medo de dizer que me ama,
Mas me aperta a mão com força,
E me chama de irmã.
E, sem palavras, eu sei o quanto significo para ele.
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