domingo, 15 de dezembro de 2024

Chegar em casa, fechar a porta e encontrar a mim mesma é um privilégio que aprendi a valorizar. É ali, no meu espaço, que tudo faz sentido. Tomar um banho demorado, entrar na cama com os lençóis que escolhi, assistir à minha série favorita, ler o livro que me prende, sem precisar perguntar a ninguém o que prefere fazer... Isso, para mim, é liberdade. É paz. É felicidade.

Já passei tempo demais cedendo. Concordando com o que não acreditava, apenas para evitar discussões. Aceitando críticas disfarçadas de preocupação: "Seu cabelo está grande demais", "Essa roupa não combina com você", "Você devia caminhar mais". Já ouvi tantas vezes o que “deveria” fazer que, por um tempo, quase esqueci o que eu queria. Mas hoje, não mais. Hoje, eu sei quem sou e o que quero.

Eu gosto do meu cabelo assim, gosto das minhas unhas longas, gosto do meu corpo exatamente como ele é. Não preciso de ninguém para me dizer o que devo mudar. Não quero conversas vazias ou relações baseadas em críticas veladas. Não quero discutir com quem quer estar sempre certo, nem me calar para manter uma paz que só existe no silêncio de quem cede. Já vivi isso, e sei o quanto desgasta.

Prefiro a minha solidão ou minha solitude, chame como quiser. Prefiro viajar sozinha, ir ao cinema sozinha, jantar sozinha. Gosto de abrir uma garrafa de vinho, ouvir minha música e apreciar o momento sem interrupções. Para alguns, isso pode parecer solidão, mas para mim é liberdade. É um encontro com minha própria essência.

Se for para dividir minha vida com alguém, que seja com alguém que some, que respeite meu espaço e minha individualidade. Não aceito mais relações rasas ou temporárias. Porque, no final das contas, eu descobri que não há nada mais precioso do que chegar em casa, deitar na minha cama e sentir a paz de ser quem eu sou  inteira, sem precisar me ajustar às expectativas de ninguém.

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