O primeiro…
Ah, o primeiro amor a gente nunca esquece. Ele me dizia que eu era “diferente”. E eu repetia isso como um mantra, como se o mundo inteiro tivesse parado pra ouvir aquela nossa batida única. Ele cantava pra mim: "É diferente, é de verdade o que a gente sente". E foi mesmo. Um amor avassalador, que chegou rompendo as portas do peito e me fez acreditar em contos de fadas embalados por pagode.
Depois vieram outros…
Teve aquele que parecia me entender, mas me confundia. O cara das promessas vazias, dos sumiços inesperados. O clássico Maroto. Pra ele, só me restava cantar "Futuro Prometido", porque ele jurava um amanhã que nunca chegou. “E quando eu te ligar, vai ser pra dizer que eu tô voltando…”, mas nunca voltou.
Teve o amor que me fez sofrer tanto que parecia que o coração ia parar de bater. Foi quando ouvi “Sinais” e entendi tudo. “Os sinais que você não soube ver…”, ele me machucou com palavras caladas e atitudes barulhentas. Me ensinou que nem todo carinho é sincero, e nem toda companhia é presença.
E também existiu aquele relacionamento que foi bonito enquanto durou. Respeitoso, leve, mas acabou. A gente não brigou, só deixou de se encaixar. Com ele, a música era “Me Espera”. A vontade era de pedir pra esperar o tempo certo, mas o tempo, às vezes, não volta.
Teve ainda o quase amor. Aquele que tinha tudo pra dar certo, mas não deu. Ele chegou como tempestade, se foi como brisa. Ficou o refrão de “Instantes” ecoando: “Você foi um instante que valeu por mil”.
E claro, não posso esquecer daquele que partiu meu coração sem dó. Foi o verdadeiro maroto, no pior sentido. Mentiras, traições, promessas que evaporaram. Pra ele, deixo “Assim você mata o papai”, porque matou meus sentimentos com tanto descaso, mas não levou minha essência.
Hoje, eu olho pra trás e vejo que cada um foi uma música do Sorriso Maroto na minha história. Uns viraram trilha de superação, outros de saudade. Mas todos me ensinaram algo.
Porque no fim… o amor continua sendo minha canção favorita.
Gracciene Farias
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