segunda-feira, 17 de março de 2025

O Amor que Permanece

Em 1862, Victor Hugo, um dos grandes gênios da literatura mundial, escreveu Os Miseráveis e, entre tantas reflexões sobre a vida e a sociedade, deixou uma lição valiosa:

Pobres daqueles que só amam corpos, formas e aparências. A morte levará tudo deles. Procure amar almas, você as encontrará de novo.”

A beleza é efêmera, um reflexo passageiro no espelho do tempo. Hoje, a juventude brilha no rosto; amanhã, a vida se encarrega de apagar traços e sulcar histórias na pele. Afinal, o que é a formosura, senão uma simples caveira bem vestida? Quem se encanta apenas pela superfície está fadado à desilusão, pois tudo que é físico se desfaz.

O amor verdadeiro, no entanto, não se prende às aparências. Ele é feito de gestos, de presença, de entrega. Aimer, c'est agir. Amar é agir. É estar ao lado, é escolher o outro todos os dias, é cuidar quando o encanto da novidade se dissipa e só resta o essencial.

No fim, quando tudo se desfaz, apenas os laços genuínos permanecem. Quem aprende a enxergar além do que os olhos veem, descobre que as almas nunca se perdem, elas sempre se reencontram.
Gracciene Farias 

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