Maria, Maria. Nome forte, nome de luta. Nome de quem carrega o mundo nos braços e ainda encontra espaço para o amor. Mas a sua história, minha Maria, foi escrita com dor antes de ser escrita com amor.
Aos 7 anos, você foi arrancada da infância e lançada em um pesadelo. O manicômio que deveria tratar, torturava. O lugar onde esperavam que você perdesse a sanidade, na verdade, revelou sua resistência. Durante vinte anos, você sobreviveu ao Holocausto Brasileiro, à fome, ao frio, ao abandono. Sobreviveu à solidão imposta por aqueles que deveriam ter te protegido.
Mas Maria, Maria não se curva. Você não só sobreviveu, você viveu. Você saiu daquele inferno e construiu, com mãos marcadas pelo passado, um presente de amor e coragem. Você me ensinou que não importa o que fizeram com você, mas sim o que você faz com o que restou.
Maria, Maria é dor e é alegria. É lágrima e sorriso, é saudade e gratidão. Sua partida deixou um vazio que o tempo não preenche, mas sua essência ainda vive em mim, nos meus passos, nos meus sonhos, na minha luta diária.
Hoje, ao ouvir essa canção, sinto como se ela falasse de você. Da mulher que vendeu fumo na feira para garantir o pão, que enfrentou a vida de cabeça erguida, que me deu tudo o que podia, mesmo quando tinha pouco. Você foi força, foi ternura, foi coragem.
Maria, minha Maria, que saudade. Se pudesse, te daria mais um abraço demorado, te diria mais vezes o quanto te amo. Mas sei que, onde quer que esteja, você ainda me acompanha, me guia, me protege.
Porque Maria, Maria nunca se vai. Ela se transforma em luz e amor eterno.
Ana Maria dos Reis de Oliveira - Minha Maria.
🌻04.10.1932
🥀10.04.2019
(Inspirado na música "Maria, Maria
Canção de Milton Nascimento ‧ 1978")
Gracciene Farias
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