Algumas mulheres o cumprimentam com entusiasmo. Sorriso aberto, mão estendida, atenção inteira. Eu estou ali, ao lado. E, ainda assim, parece que não estou.
Estendo a mão… e ela não encontra outra.
Cumprimento… e o silêncio responde.
Durante um tempo eu me perguntei o porquê. Hoje não faço mais isso.
Aprendi que a forma como alguém trata outra mulher diz muito mais sobre quem age do que sobre quem recebe. Ignorar também é uma escolha. E quase nunca tem a ver com quem está sendo ignorada.
Eu não me ofendo. Não disputo espaço. Não preciso diminuir minha presença para que ninguém se sinta maior.
Eu sei quem eu sou. Sei o lugar que ocupo. E não preciso ser anunciada para ser percebida.
Se alguém decide não me ver, tudo bem. Isso não me apaga. A ausência de cumprimento não diminui o meu valor.
Existem mulheres que apertam mãos.
Outras medem território.
E existem aquelas que seguem firmes, tranquilas, sem precisar provar nada.
Eu escolhi seguir assim.
Com postura.
Com serenidade.
Com a consciência de que quem é inteira não se fragmenta por causa da indiferença de ninguém.
Algumas ignoram.
Eu continuo.
E continuar, com classe, é mais poderoso do que qualquer disputa silenciosa.
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