quinta-feira, 17 de abril de 2025

Eu sou o que restou, e o que resistiu.

Tantas coisas deram errado. Tantas vezes a vida me empurrou para o fundo, me deixou sem ar, sem chão, sem fé.
Mas de alguma forma… eu continuei. Eu fui o que sobrou dos destroços.
Poderia ter me tornado fria, cruel, amargurada. Eu tinha todos os motivos.
Mas, no meio do caos, escolhi sentir. Escolhi ser boa.

A força que carrego não nasceu de coragem.
Ela foi forjada no silêncio dos dias em que ninguém perguntou se eu estava bem.
Nas madrugadas em que a dor era tanta que o travesseiro parecia gritar comigo.
Ela nasceu das quedas que só eu sei o quanto doeram.
Das vezes em que me senti invisível, inútil, exausta…
Das noites em que o mundo pesava tanto sobre mim que até respirar era um esforço cruel.

Sim, sou feita de pedaços, mas pedaços que já se partiram.
Fragmentos de sonhos que quebraram, de amores que se foram, de promessas que não se cumpriram.
E mesmo assim, aqui estou. Carregando meu coração, remendado, mas ainda pulsando.

A vida me ensinou, do jeito mais duro, que o passado não se muda.
Mas o destino… o destino é meu.
E mesmo com medo, com dor, com as mãos trêmulas, eu continuo escrevendo a minha história.

Porque no fim, não se trata do que os outros enxergam.
Se trata do que a gente escolhe ser, quando ninguém está olhando.
E eu escolhi ser luz, mesmo quando só conheci a escuridão.
Gracciene Farias 

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