Às vezes, as maiores transformações acontecem assim: quietas, discretas, quase invisíveis aos olhos de quem olha de fora. Não exigem anúncio, aplauso nem explicação. Apenas acontecem, no ritmo certo, no tempo da alma.
São decisões tomadas no silêncio da madrugada, entre um suspiro e outro. São escolhas pequenas que, somadas, mudam o rumo inteiro da estrada. São despedidas que não são ditas, mas sentidas. Ciclos que se encerram com um olhar diferente, uma resposta que não vem mais, uma presença que se recolhe.
É estranho, mas bonito. Porque crescer também é isso: não precisar provar nada, não ter que contar tudo, não correr pra mostrar a mudança. Às vezes, mudar é só... ir. E se transformar em silêncio é, muitas vezes, o gesto mais poderoso que existe.
Gracciene Farias
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