quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

 Tá, vamos lá. É amor, mas ela não te assume, e diz que é para proteger a relação, o que ninguém sabe ninguém estraga, mas você sabe, o que ninguém sabe ninguém valoriza!


Tá, é amor, mas ela só te procura quando precisa de um “favor”, as contas chegaram, e agora que passou a semana de pagamento, ela é a mulher que você pediu a Deus, mas depois que ela não precisa de você, e do que você pode proporcionar, ela fica estranha, não tem mais tempo, diz que vocês estão indo rápido demais, e que é melhor ir com calma, quando der, vocês voltam a se ver, mas você sabe, ela não quer você, ela quer o que você faz por ela, e você? Adora!

Virou o Pai da relação, e ainda não percebeu, ou não aceitou.


Tá, ele te ama. Mas aumenta a voz sempre que perde os argumentos, proíbe você de sair com aquela roupa, te joga contra suas amigas, fala mal dos seus pais, e você? Sem perceber corta os vínculos mais importantes, e agora só tem ele!

E é por isso que aceita tudo, se você perdê-lo, não tem mais ninguém.

Mas, será que perdê-lo não seria ganhar? Ao menos a Paz que você sacrificou para continuar ao lado dele?


Tá, é amor! Mas a sua intuição…

Não mente, e por dentro você sente medo, ao invés de esperança, o frio na barriga não é mais para encontrá-la, é a sua ansiedade aguardando a próxima vez que você vai descobrir que ela estava flertando com alguém.

E você? Depois que a raiva passa, vai perdoar, vai se trair, pois um dia, ela vai mudar…


Vivemos num mundo onde o eu te amo é dito na primeira semana, quando a paixão ainda está no talo!

Confundimos amor com carência, cuidado com ciúmes, proteção com prisão.


Não é amor!


Mas cá entre nós? Isso você sabe! Pois embora alguém minta para os outros, ninguém pode mentir para o próprio coração, que mesmo quebrado ainda diz; “vamos fugir daqui.”


Dependência emocional só se vence com autoconhecimento, quando você olha o quanto foi longe, se perdoa e se permite voltar!


infelizmente não são todos que aceitam que amor e apego não são a mesma coisa!


Amor é paz. O resto é guerra!

O único amor que cura um desamor, é o amor próprio.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Eu tenho a impressão de que minha vida é feita de inacabados. Tudo o que começo, por mais simples que seja, parece ficar pela metade. Uma tarefa em casa, por exemplo. Eu arrumo, organizo, me esforço... mas sempre sobra algo fora de lugar, algo que deixo para depois. É como se existisse uma resistência invisível que me impede de cruzar a linha de chegada.

E isso não acontece só com as coisas. Na verdade, parece ser um reflexo de tudo: relacionamentos, amizades, planos. Sempre há uma lacuna, um silêncio que fica por preencher. Não sei se é medo, não sei do que eu fujo... mas é como se eu estivesse fadada a nunca concluir o que começo, a nunca permanecer. Talvez, em algum nível, eu acredite que não mereço. Ou talvez seja o mundo que, em sua constante incompletude, me moldou assim.

As pessoas nunca ficaram comigo de verdade. Sempre houve algo implícito, algo que pairava no ar, como se a conexão fosse só um meio para algum fim que eu não conseguia enxergar. Um interesse oculto, um motivo que eu nunca soube decifrar. Por que o ser humano é assim? Por que tudo parece tão condicionado a trocas, a negociações disfarçadas de afeto?

Mas será que é culpa minha? Será que eu também sou esse tipo de ser humano que condeno? Ou será que, no fundo, só estou projetando? Não sei dizer. Só sei que há uma solidão incômoda, como um espaço entre duas notas que nunca se encontram. Eu espero. Espero preencher esse espaço. E, enquanto espero, continuo deixando para depois.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Respirar...

Eu preciso respirar

Soltar essas mãos que me prendem,
Que puxam meus cabelos,
Ferem minha pele,
Secam meus olhos,
Violam minha voz
E tentam sufocar meus sentimentos.

Eu preciso correr

Caminhar por campos vazios,
Marcar a terra úmida com minhas pegadas,
Respirar o perfume das flores,
Tocar as folhas com a ponta dos dedos
E libertar meus pensamentos ao vento.

Eu preciso escrever

Escrever alivia a dor,
Acalma as mãos inquietas,
Arranca do peito o coração —
E o entrega a quem quiser lê-lo.
Está ali, entre cada palavra,
O sangue pulsa nas vogais,
As sílabas são veias e artérias,
E os versos, fraturas expostas.
Os olhos de quem lê são minha tipóia,
E o que escrevem de volta — meu anestésico.
Se, ao menos, despertam uma emoção
Em algum silêncio adormecido...

Eu preciso viver

Descobrir, enfim,
O que significa
viver.

Gracciene Farias

Amor também é ficar.

O amor, para mim, nunca foi um conto de fadas. A vida me ensinou muito cedo que amar também é atravessar tempestades. Carrego cicatrizes in...