sexta-feira, 25 de dezembro de 2020


À um olhar triste
Às vezes um olhar, às vezes uma lágrima.
Tem dias que nem mesmo um sorriso conserta os problemas.
(você fica melhor sorrindo!)
Gostaria de poder ajudar, mas hoje eu também estou sem vontade de sorrir.
Mas seus olhos me dizem muitas coisas. Coisas que passam e me fazem pensar que existem momentos melhores.


terça-feira, 8 de dezembro de 2020

 Parece que a nossa geração levou a sério demais músicas como eu pego mas não me apego e o reflexo disso são pessoas sentindo dentro do peito um vazio imenso. São mulheres maravilhosas sentindo-se usadas e descartadas gratuitamente, vocês podem não acreditar mas existem homens que se sentem assim também. ⁣⁣⁣⁣

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Em nossa cultura machista que estimula os homens a “pegarem” mulheres como se elas fossem somente um pedaço de carne o cara que as vezes não topa é ridicularizado entre os seus “amigos”. E assim a nossa “nova” cultura ensina aos homens e mulheres de que, tirarem as suas roupas é permitido mas que está proibido tocar a alma. ⁣⁣⁣⁣

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E assim caminha a humanidade com as suas armaduras e um escudo no peito escrito: Bloqueado(a) para sentir. Tudo isso estaria bem se não fosse o fato de que tanta “frieza” não tivesse o poder de afetar os mais sensíveis. ⁣⁣⁣⁣

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Pessoas sonhadoras , emocionalmente disponíveis que por muitas vezes são julgadas como carentes. A você que quer encontrar um grande amor te desejo a sabedoria da calma, intensidade é algo lindo mas pode fazer bem ir mais devagar. ⁣⁣⁣⁣

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Verificar se está conseguindo criar uma conexão mais profunda antes de pular de cabeça em uma piscina vazia. Porque as vezes a meta não é só sexo mas sim encontrar alguém que tenha potencial para ser um bom amigo e um grande amor. ⁣⁣⁣⁣

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quinta-feira, 15 de outubro de 2020

15 de outubro Dia Internacional da Conscientização da Perda Gestacional e Neonatal, 

15 de outubro Dia Internacional da Conscientização da Perda Gestacional e Neonatal, um dia destinado a mostrar apoio, educar e conscientizar aqueles que estão sofrendo ou podem conhecer alguém que sofreu um aborto espontâneo, um natimorto ou a perda de uma criança.
O presidente Ronald Reagan proclamou outubro como o mês nacional de conscientização sobre gravidez e perda infantil. Ele era conhecido por ser um dos primeiros presidentes a mostrar apoio às famílias afetadas.
“Quando uma criança perde um dos pais, ela é chamada de órfã. Quando um cônjuge perde o companheiro, fica viúvo. Quando os pais perdem os filhos, não há palavras para descrevê-los...simplesmente que ainda são pais.” – Presidente Ronald Reagan
As estatísticas mostram que 1 a cada 4 mulheres são afetadas pela perda do filho na gravidez, perda neonatal ou em casa. Quase 2 milhões de bebês nascem mortos todos os anos, o que equivale a um natimorto a cada 16 segundos, revelam estimativas divulgadas por agências da ONU e parceiros. 
A pesquisa envolveu o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Organização Mundial da Saúde (OMS), Banco Mundial e Divisão de População do Departamento Econômico e Assuntos Sociais da ONU. 
A interrupção da gravidez é um problema mais comum do que se pode imaginar. No Brasil não há dados divulgados sobre o caso, porém especialistas (ginecologistas e obstetras) estimam que o aborto espontâneo atinja cerca de 15% a 20% das gestações até a 22ª semana.
A morte de um filho antes do nascimento, geralmente, representa grande perda para os pais, especialmente para a mãe (Nazaré, Fonseca, Pedrosa & Canavarro, 2010).
A morte em nossa sociedade é um grande tabu, e quando se trata da morte de bebês, esse assunto é ainda mais velado. A morte de um filho representa uma inversão da ordem natural da vida e passar por essa experiência é algo avassalador. A sociedade não sabe como lidar com essas situações, gerando uma série de danos às mães e aos pais, que, para além da dor dilacerante de perderem seus filhos, têm que lidar com falhas no atendimento hospitalar ou equívocos desastrosos de amigos e familiares. Quem perde um bebê durante a gestação ou logo após o seu nascimento, vive um luto visibilizado, afinal, como sentir falta de alguém com quem não se compartilhou memórias?
  
Perda e luto
A perda de um bebê ainda durante o período gestacional causa reações diversas, comumente, muito sofridas. Para um número significativo de mulheres, este tipo de perda é um acontecimento significativo que envolve memórias do passado e expectativas para o futuro, principalmente quando a gestação é planejada (Carvalho & Meyer, 2007; Farias & Villwock, 2010).
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a morte fetal como:
A morte do produto da gestação antes da expulsão ou de sua extração completa do corpo materno, independentemente da duração da gravidez. Indica o óbito o fato de, depois da separação, o feto não respirar nem dar nenhum outro sinal de vida como batimentos do coração, pulsações do cordão umbilical ou movimentos efetivos dos músculos de contração voluntária1 (Brasil, 2009, p. 22).
De acordo com Fretts (2005), existem vários fatores associadas ao óbito fetal, que incluem doenças maternas, malformações fetais,
São milhares de mães e pais que saem do hospital de mãos vazias. Famílias fazendo preparativos para o funeral em vez de anúncios de nascimento. Famílias que nunca mais serão as mesmas.

Está cada vez mais comum, infelizmente, mas não pode ser considerado algo normal. O protocolo atualmente é de se investigar só após o terceiro aborto. Não dá pra entender tal conduta, quem passou por essa situação sabe o quão difícil, doloroso e sofrido é estar dentro desta estatística.

Então tenha mais empatia ao conversar com mulheres que já passaram por isso. Frases do tipo: jaja você ficará bem! Ainda bem que foi no começo, melhor agora do que com mais tempo, Deus quis assim (por muito tempo acreditei nessa frase), Não era um bebê ainda, podem ser substituídas por um abraço acolhedor já que causam sofrimento e não conforto. Respeite a dor do outro. As noites são difíceis, mas existem outras na mesma situação e dividir a experiência pode confortar e consolar quem está vivendo o mesmo momento.

sexta-feira, 18 de setembro de 2020




 Não receber o retorno esperado é ruim, mas ficar insistindo numa porta que não quer abrir pelo lado de dentro é reforçar rejeição e alimentar a crença de que não tenho valor.

Aprenda e entenda de uma vez por todas, que na maioria das vezes, não receber a resposta já é uma baita resposta.

Se sentiu que a pessoa está te evitando, tenho amor próprio e não bata mais nessa porta.

Por mais que esteja muito interessada ou ainda que ame a pessoa, sem reciprocidade não é possível construção de vínculo, e o máximo que vai acontecer é você se tornar alguém invasiva e chata.

Não seja a pessoa que o outro vira o olho quando chega mensagem.

Pare de achar que sua insistência o fará mudar de ideia e dê espaço, se for pra rolar algo entre vocês pode ter certeza que será algo natural. ♥️


domingo, 6 de setembro de 2020

sábado, 5 de setembro de 2020

 A cegueira emocional faz com que romantizemos as relações tóxicas, cantando para sempre o refrão "que todo amor só é belo se for triste"...
Ninguém merece viver de migalhas e o perigo está em acreditar que o amor é assim mesmo, que somos lutadores e que nos orgulhamos por tentar todos os dias salvar um amor que já morreu.
Não romantize o que te machuca. Tenhamos coragem por um mundo melhor. Vamos quebrar o sapato da Cinderela e calçar os pés na realidade.
Dói, mas não mais do que perder a saúde física e mental e não menos do que perder uma vida inteira vivendo uma mentira embrulhada em verdade.

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

 Não dói mudar.
 Dói forçar entrada onde você não tem espaço.
 Dói insistir no que machuca, fere os seus princípios, te anula de viver o que realmente precisa e merece.
Dói se adequar a alguém que odeia reciprocidade. Que te faz se sentir um nada, que faz joguinhos baratos e só te quer quando convém.
Dói insistir em um amor que só você sustenta. 
Dói se contentar com qualquer coisa por medo de ficar só.
Dói aceitar que não é pra você, que é preciso ir embora sem olhar para trás. Não dói encerrar ciclos, dói fingir que tá tudo bem quando você não está mais à vontade. 
Dói entregar o coração nas mãos de quem não sabe cuidar. 
Dói ser tanto faz na vida de quem tanto fez. Eu sei que dói, mas é hora de juntar mais uma vez todos os caquinhos e se reconstruir em outro canto. Enquanto você não se enxergar longe desse conto de farsas que tem vivido, nada caminhará pra frente. 
Dói chegar ao fim, mas dói ainda mais romantizar situações e momentos com reticências quando na verdade é necessário um ponto final. 
Dói e passa! — 

quinta-feira, 6 de agosto de 2020


 A algusn anos  fui internada às pressas em uma UTI com TEP. Esse evento mudou muito do que eu era e me fez cultivar amigos, hábitos e pensamentos que moldaram muito do que sou hoje.

Hoje estou aqui no 142° dia de quarentena pra evitar que eu, pessoas que amo e qualquer outra pessoa sinta o mesmo sintoma que senti há 8 anos: falta de ar.

E se minhas palavras e experiências não são suficientes pra dizer ou lembrar do horror que é não conseguir respirar, fica aí a frase que mais me impactou em um livro que eu nem gostei. (É, pois é, acho A Culpa é das Estrelas superestimado e apelão e mesmo assim aparece três vezes no meu feed do Instagram, mas isso não vem ao caso).

"Deixe eu só dizer como é não conseguir respirar? É UM INFERNO."

Não espere não conseguir respirar para mudar. Não espere passar dias solitários para estar ao lado de quem você ama e quer bem. Não espere entrar numa UTI sem saber se voltará a ver familiares e amigos para desejar mais tempo e mais cuidado com eles.

Se teve algo que aprendi nessa situação foi a importância do amor. Que o amor não deve ficar esperando pra ser sentido e demonstrado, que há vários jeitos de se fazer essas duas coisas, que o coração sabe quando é verdadeiro. Mas que, principalmente, o amor é importantíssimo pra ajudar a gente a combater o medo e a incerteza.

Então, me permita falar da minha lição, sem que você precise passar pelo inferno da falta de ar como eu: ame, cuide dos seus amados, se ame, se cuide e confie no seu coração pra reconhecer todo esse amor.

E lembre-se, principalmente nesses momentos de medo e incerteza que estamos vivendo: usar máscara e ficar em casa o máximo que puder também são atos de amor. AME!

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

 

 Estamos todos na fila...


Profundo, triste, mas real. Prá gente refletir !!

“Estamos todos na fila…
A cada minuto alguém deixa esse mundo pra trás. Não sabemos quantas pessoas estão na nossa frente.
Não dá pra voltar pro “fim da fila”. Não dá pra sair da fila. Nem evitar essa fila.
Então, enquanto esperamos a nossa vez:
Faça valer a pena cada momento vivido aqui na Terra.
Tenha um propósito.
Motive pessoas !!
Elogie mais, critique menos.
Faça um “ninguém” se sentir um alguém do seu lado.
Faça alguém sorrir.
Faça a diferença.
Faça amor.
Faça as pazes.
Faça com que as pessoas se sintam amadas.
Tenha tempo pra você.
Faça pequenos momentos serem grandes.
Faça tudo que tiver que fazer e vá além.
Viva novas experiências.
Prove novos sabores.
Não tenha arrependimentos por ter tentado além do que devia, por ter valorizado alguém mais do que deveria, por ter feito mais ou menos do que podia.
Tudo está no lugar certo.
As coisas só acontecem quando têm quem acontecer.
Releve.
Não guarde mágoas.
Guarde apenas os aprendizados.
Liberte o rancor.
Transborde o amor.
Doe amor.
Ame, mesmo quem não merece.
Ame, sem querer receber nada em troca.
Ame, pelo simples fato de vc vibrar amor e ser amor.
Mas sempre, ame a si mesmo antes de qualquer coisa.” Esteja preparado para partir a qualquer momento. Vc não sabe seu lugar na Fila, então se prepare prá deixar aqui apenas boas lembranças.
Suas mãos vão embora vazias.
Não dá pra levar malas, nem bens…
Se prepare DIARIAMENTE prá levar consigo, somente aquilo que tens guardado no coração.”

Lya Luft 

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Em todas as nossas noites juntas, você sempre era o primeiro a dormir. Com a minha cabeça sob seu peito, eu  estava ali  aconchegada em seus braços, e eu juro que aquele era o melhor lugar do mundo.

Eu amava olhar teu rosto enquanto você dormia, às vezes, fazia isso até conseguir pegar no sono, e nos meus sonhos por mais clichê que seja, eu te encontrava.

Sempre amei teus olhos castanhos, sempre amei como eles ficam pequenininhos quando você sorri. Sempre amei a tua risada exagerada.Por muitas noites, teu corpo junto ao meu foi o meu maior sossego. Sinceramente, eu contava as horas e os dias para te ter no nosso aconchego.

Parece estranho dizer que eu ficava admirando você, mas acho que é impossível não te olhar e não se encantar por quem tu é.

Memorizei teu rosto,  tuas linhas. Memorizei o gosto de saudade do nosso beijo quando eu tinha sua boca na minha.

Confesso que queria ter tido tempo para me preparar, porque enquanto eu te olhava, temia uma despedida repentina, por isso me esforcei ao máximo para gravar teus fragmentos em meus olhos.

Queria ter tido tempo de avisar ao meu coração que aquela noite seria a última que eu teria você  enquanto dividíamos a mesma cama. A verdade é que a gente nunca está pronto para ver quem a gente ama “ desaparecer”. Agora preciso mudar meus hábitos, e um deles era esperar os dias em que a gente ia se ver. Ainda me deito aqui e a cama é estranha sem a sua companhia.

Antes de te conhecer, tive noites em que dormi sozinha, mas agora a cama está verdadeiramente vazia. E todas as noites antes de dormir, meus olhos procuram os teus olhos para memorizar.

terça-feira, 9 de junho de 2020



Fica tudo tenso e parece que qualquer movimento em falso que eu der algo desastroso vai acontecer, porque enquanto eu tento simplesmente agir normalmente, as sensações aqui dentro são tantas e tão intensas que seria inevitável não pensar que o pior possa acontecer, caso eu me mova errado.


Taquicardia, sudorese, tremor, calor, dor de estômago, dificuldades para respirar... aqui dentro de mim parece ter uma verdadeira sirene de alerta. Uma sirene vermelha enorme, que ascende e logo dispara o alarme de incêndio, que dispara uma movimentação gigantesca, se trata de uma emergência!

É exaustivo. É tanta coisa acontecendo no meu corpo e na minha mente que já perdi as contas de quantas vezes eu parei e senti que tinha sido atropelada por um trem. Ou então, senti meu corpo tão cansado que parecia que eu tinha preparado  uma ceia de Natal para cinquenta famílias.

Entenda como minha mente funciona (ANSIEDADE).

Não me diga "vou te contar algo, mas não é para se preocupar", ou "que coisa boba, isso não é motivo para estar preocupada assim". Já fiquei preocupada na metade da frase.

Minha mente é astuta, ela consegue elaborar uma quantidade enorme de preocupações e possibilidades em frações de segundos. Está sempre um passo à frente de mim, e tenho certeza de que se existisse um prêmio por eficiência na produção de preocupações, poderia sair por aí dizendo que tenho uma mente premiada e com destaque.

 Você não ajuda falando que a chance disso ou daquilo acontecer é pequena. Minha mente demonstra-se muito ativa e eficiente nesse sentido: ela traça inúmeras possibilidades e todas são reais para mim, independente das chances de virem a acontecer. Ao contrário de você, me preocupo até mesmo com o fato de você não estar preocupado.

Que coisa de maluco! Nem faz falta estar conversando sobre algo grave, posso estar simplesmente estar planejando fazer um bolo com você. Pois é, para assar um bolo, eu fico assim, com a mente ocupada com um monte de possibilidades: quais ingredientes serão necessários e onde compra-los, qual receita vai ser melhor seguir, se o bolo vai solar, se o fundo queimar, se as pessoas vão gostar e o que elas vão pensar de mim. Talvez nem pensem nada, mesmo se o bolo ficar bom. Talvez nem venha ninguém comer o bolo...

Olha aí: já estou fazendo outra cadeia de raciocínios com mais possibilidades e preocupações... Talvez eu nem queira fazer um bolo, e talvez o que tenha combinado com você nem vá se concretizar, mas a sirene aqui dentro já disparou.

Será que o forno está limpo? Será que se ele não estiver você vai me achar suja? Será que se eu falar que não estou com vontade de fazer um bolo você vai me achar grosseira? Será que minha expressão está normal enquanto você me fala sobre esse bolo? Será, será, será...?

Ansiedade nada mais é do que temer o futuro

Não complemente a frase com algo do tipo: "apenas para coisas graves" ou "nada justificaria tantas preocupações".Você acha mesmo que já não pensei no que você está me falando? Com uma mente tão ativa, você realmente acredita que eu possa não ter pensado a respeito? Eu simplesmente não consigo controlar. Minha mente não para.

Eu posso estar fisica e mentalmente exausta, mas simplesmente não sou eu que ligo a sirene; "sem mais, nem menos" ela dispara.

"Ah! Mas porque você não faz yoga para aprender a controlar sua mente?" É sério mesmo que você acha que eu nunca tentei? É sério mesmo que você acha que já não tentei tudo que li a respeito do que pode ajudar? É sério mesmo que você acha que é tão simples?

Se eu sequer consigo relaxar minha mente quando estou sozinha no meu quarto, à noite, com meu corpo cansado... o que faz você acreditar que estar rodeada por pessoas que eu não conheço, que minimamente serão mais bonitas do que eu, ou que controlam suas mentes e seus corpos com mais facilidade do que eu, pessoas que podem me julgar caso eu não esteja conseguindo fazer o que for pedido na aula, são circunstâncias farão com que me sinta melhor, motivada ou confiante?

Acho que você não está entendendo: eu me sinto fracassada cada vez que não consigo fazer algo que aparentemente é tido por todos como normal ou fácil. Qualquer coisinha que saia do previsto, ou que não esteja dentro das infinitas possibilidades que tracei, faz com que me sinta ainda mais exausta. Eu me sinto em pane emocional, ameaçada e muito preocupada.

E vem a estagnação!

Não fique chateado quando recuso um convite seu, às vezes eu simplesmente não estou apta para viver tantas coisas fora do previsto e, mesmo doendo, vou precisar inventar uma desculpa e recusá-lo.

Eu adoraria buscar um emprego novo, mas nem consigo imaginar passar por um processo seletivo, então é melhor eu ficar aqui mesmo, pelo menos estou segura.

Eu adoraria dar mais de mim e produzir mais, mas minha concentração está tão prejudicada que aceitar um novo projeto agora só aumenta as chances de eu me sentir fracassada ao não conseguir. Então é melhor eu simplesmente ficar na minha e nem tentar.

Eu estou sempre por um fio, escrava de uma mente dominadora e sendo refém dela. Me sinto paralisada, mas a necessidade de me sentir segura é maior do que qualquer desejo.



 


 

sexta-feira, 5 de junho de 2020

 Eu sou uma pessoa feliz, as vezes eu engasgo com meu próprio choro.

 Más só chora quem ta vivo.

segunda-feira, 25 de maio de 2020


 Talvez,

Eu sempre tenha associado os dias frios com dias tristes,

Assim como dias nublados,

Existe uma tempestade em mim,

Chove,

Reflete,

Escorre em lágrimas,

Afeta o peito,

Sujeita a mente.

quinta-feira, 14 de maio de 2020


 Passaram quatro anos. Parece que foi ontem, mas não; já contei quatro Outonos  sem a sua maravilhosa presença ao nosso  lado. É difícil! Não tem sido fácil superar a saudade e todos aqueles momentos escuros em que me sinto só, mas o tempo ajuda; ele sempre ajuda.

Mas com a sua última despedida eu aprendi uma coisa muito importante: é preciso amar de qualquer jeito. Temos de demonstrar carinho, afeto, respeito. Um dia vamos embora deste mundo e o que fica não é mais do que uma lembrança.

A vida é rápida e devemos aproveitar todos os momentos como se fossem os últimos. Se queremos nos entregar para alguém temos de fazer para que isso aconteça. Não podemos esperar o melhor momento, o instante ideal. Isso simplesmente não existe.

Eu sei que aproveitei a vida ao seu lado.

PS. Ah, saudade da gente ( da nossa familia dos almoços de domingo).

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Beijo de Chuva


Era 2001. Eu estava na faculdade, me descobrindo, tentando entender quem eu era. Sempre fui tímida, mas daquela timidez extrema, arisca até. Talvez por isso tenha demorado a perceber o que estava acontecendo.

Ele era irmão de uma amiga da turma. Toda vez que ia buscá-la, oferecia carona. No começo, era só isso. Mas, aos poucos, as caronas ficaram frequentes demais. Ele começou a aparecer mais, como quem não queria nada, e, sem perceber, nos tornamos amigos. Amizade essa que foi crescendo na cumplicidade silenciosa de quem respeita o tempo do outro.

Naquela época, não havia celular como hoje. Eram mensagens de texto, curtas, sem emojis, sem áudios. Uma noite, a irmã dele não foi à aula, mas ele me mandou uma mensagem mesmo assim. "Vai pra UFES hoje?"

Respondi que sim. "Posso te buscar?"

Eu hesitei. Disse que não precisava, que iria de ônibus. Mas ele insistiu. "Já vou estar por perto. E estou de moto."

Fiquei em silêncio por um instante, olhando para aquela mensagem. Moto. Chuva. Frio. Mas, na minha cabeça, um pensamento vitorioso surgiu: pelo menos não vou de ônibus.

Marcamos na frente da passarela. Ela nem existe mais, mas naquela época era ponto de encontro de tantas histórias. Quando ele chegou, estava completamente encharcado. A chuva caía forte, formando poças no asfalto, escorrendo pelo rosto dele, pingando do cabelo molhado.

"Vamos esperar um pouco," ele disse. "Manda mensagem pro seu pai avisando que vai de carona comigo."

Meu pai era ciumento. Ligou na mesma hora. "Como assim vai de moto? Por quê? Por que não está de carro? 

Tentei explicar, meio sem paciência, meio rindo da preocupação exagerada. Disse que a chuva ia passar, que logo estaríamos a caminho. E, enquanto eu falava ao telefone, ele me olhava. Um olhar diferente. Um olhar que me atravessava.

Não sei o que aconteceu. Não sei se foi o frio, a chuva, o jeito dele me olhar, ou se foi simplesmente inevitável. Mas, naquele instante, ele me beijou.

Foi o meu primeiro beijo.

Um beijo molhado, frio, inesperado. Um beijo que paralisou o tempo e fez a chuva parecer parte da cena, como se o universo inteiro tivesse conspirado para aquele momento acontecer.

Eu nunca mais senti outro beijo assim. Beijos são beijos, cada um tem sua história, seu sabor, seu tempo. Mas aquele… aquele foi único. Foi um beijo de amor, roubado pelo destino e selado pela chuva.

Nós nos amamos por anos. Entre idas e vindas, entre distâncias e desencontros, entre a família dele e os sonhos que construímos juntos. Sofremos muito. Lutamos. Achei que seria para sempre.

A vida, no entanto, nem sempre segue os roteiros que escrevemos. Ele foi trabalhar em outro estado. A mãe dele era possessiva. Barreiras invisíveis que nos afastavam, mesmo quando nossos corações gritavam um pelo outro.

Eu achei que me casaria com ele. Que teríamos filhos. Que aquele amor, o primeiro, também seria o último. Mas a realidade foi diferente. E, de tudo que vivemos, ficou a certeza de que ele foi meu primeiro tudo.

E eu? Eu fui o único amor dele.

Pelo menos, gosto de acreditar que fui.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020


 GRIPE DO MORCEGO?


Coronavírus pode ter sido transmitido por sopa de morcego e carne de cobra
Os animais são vendidos vivos na China e consumidos como iguaria.

O coronavírus identificado na China foi chamado de 2019-nCoV. Esse vírus é da mesma família que o coronavírus causador da epidemia de Sars, que afetou milhares de pessoas em todo o mundo e matou quase 800 durante um surto em 2003, e a MERS, que causou a morte de 858 dos 2.494 pacientes identificados com a infecção desde 2012.
Existem outros coronavírus já identificados, presentes inclusive no Brasil, que causam apenas resfriado comum. O diferença da cepa que surgiu em Wuhan é que é um vírus completamente novo, que nunca 
havia sido identificado e, por isso, não sabemos como o organismo humano reage a ele
 Casos mais leves podem se parecer com gripe ou resfriado comum, dificultando a detecção. Já casos mais graves podem evoluir para pneumonia e síndrome respiratória aguda grave ou causar insuficiência  renal. Os sintomas incluem febre alta, tosse, dificuldade para respirar e lesões pulmonares.



Amor também é ficar.

O amor, para mim, nunca foi um conto de fadas. A vida me ensinou muito cedo que amar também é atravessar tempestades. Carrego cicatrizes in...