quinta-feira, 6 de agosto de 2020


 A algusn anos  fui internada às pressas em uma UTI com TEP. Esse evento mudou muito do que eu era e me fez cultivar amigos, hábitos e pensamentos que moldaram muito do que sou hoje.

Hoje estou aqui no 142° dia de quarentena pra evitar que eu, pessoas que amo e qualquer outra pessoa sinta o mesmo sintoma que senti há 8 anos: falta de ar.

E se minhas palavras e experiências não são suficientes pra dizer ou lembrar do horror que é não conseguir respirar, fica aí a frase que mais me impactou em um livro que eu nem gostei. (É, pois é, acho A Culpa é das Estrelas superestimado e apelão e mesmo assim aparece três vezes no meu feed do Instagram, mas isso não vem ao caso).

"Deixe eu só dizer como é não conseguir respirar? É UM INFERNO."

Não espere não conseguir respirar para mudar. Não espere passar dias solitários para estar ao lado de quem você ama e quer bem. Não espere entrar numa UTI sem saber se voltará a ver familiares e amigos para desejar mais tempo e mais cuidado com eles.

Se teve algo que aprendi nessa situação foi a importância do amor. Que o amor não deve ficar esperando pra ser sentido e demonstrado, que há vários jeitos de se fazer essas duas coisas, que o coração sabe quando é verdadeiro. Mas que, principalmente, o amor é importantíssimo pra ajudar a gente a combater o medo e a incerteza.

Então, me permita falar da minha lição, sem que você precise passar pelo inferno da falta de ar como eu: ame, cuide dos seus amados, se ame, se cuide e confie no seu coração pra reconhecer todo esse amor.

E lembre-se, principalmente nesses momentos de medo e incerteza que estamos vivendo: usar máscara e ficar em casa o máximo que puder também são atos de amor. AME!

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