Não dói mudar.
Dói forçar entrada onde você não tem espaço.
Dói insistir no que machuca, fere os seus princípios, te anula de viver o que realmente precisa e merece.
Dói se adequar a alguém que odeia reciprocidade. Que te faz se sentir um nada, que faz joguinhos baratos e só te quer quando convém.
Dói insistir em um amor que só você sustenta.
Dói se contentar com qualquer coisa por medo de ficar só.
Dói aceitar que não é pra você, que é preciso ir embora sem olhar para trás. Não dói encerrar ciclos, dói fingir que tá tudo bem quando você não está mais à vontade.
Dói entregar o coração nas mãos de quem não sabe cuidar.
Dói ser tanto faz na vida de quem tanto fez. Eu sei que dói, mas é hora de juntar mais uma vez todos os caquinhos e se reconstruir em outro canto. Enquanto você não se enxergar longe desse conto de farsas que tem vivido, nada caminhará pra frente.
Dói chegar ao fim, mas dói ainda mais romantizar situações e momentos com reticências quando na verdade é necessário um ponto final.
Dói e passa! —
quinta-feira, 3 de setembro de 2020
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