quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Eu nasci pra fazer tudo aquilo que dizem que mulher não pode.


Eu já tentei ser feliz do jeito que me ensinaram. Aquela fórmula pronta para não errar a receita do bolo. Sabe? Foi assim que me disseram pra ser. Foi assim que eu fui levando. A princesinha do papai. O orgulho da mamãe. A luta pelo diploma da profissão que me convenceram ser a melhor para mim. A busca pelo eterno grande amor. E toda vez que eu ousava pular fora da linha, os escandalizados surgiam mais do que depressa. Aqueles que querem que todo mundo tenha uma vida comum, assim como é a deles. Não por mal, mas é porque eles só conseguem enxergar o mundo pelas próprias lentes. Essas pessoas costumam encaram a vida como se ela fosse uma simples lista de compras pré-definida. Ensinaram-me como me sentar, como me vestir e do que eu deveria gostar. E ai de mim se eu ousasse dizer que gostava mais do azul que do rosa. Mais de sinuca do que de balé. Mais de x do que de y. O que eles chamam de segurança é o que hoje eu entendo como tédio. Eu juro que tentei fazer a carapuça servir. Mas aí o tempo passa e você finalmente percebe que não é bem assim. Um belo dia você entende que existe mais de um jeito de ser feliz. É quando você começa a escrever o seu próprio destino. É quando percebe que está livre para viver do seu jeito. A sua maneira. Foi assim comigo. Certo dia eu aprendi a ouvir o meu coração e me apaixonei por isso. Demorou, mas eu me libertei; e acho que você deveria tentar também. Hoje em dia eu não tenho nada sob controle; e adoro viver assim. Fora da caixa. Sem roteiro. Sem algemas. Sem medo do desconhecido. Escrevendo a minha própria história. Sentindo o prazer imensurável de não ser aquilo que esperavam que eu fosse. Que delícia.

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