segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Trombofilia: o que é, quais são as causas e como ela impacta a vida das pessoas.


Por Gracciene Farias

Pouca gente conhece, mas a trombofilia pode causar sérios problemas de saúde se não for identificada e tratada a tempo. Ela é uma condição que deixa o sangue com maior tendência a formar coágulos, chamados de trombos, que podem bloquear os vasos sanguíneos e causar complicações graves, como a trombose e a embolia pulmonar.

O que é trombofilia?

Trombofilia é uma condição, que pode ser genética ou adquirida ao longo da vida, que faz com que o sangue tenha uma maior facilidade de coagular. Nosso corpo precisa desse equilíbrio para evitar sangramentos, mas quando o sangue coagula demais, pode ser perigoso.

Existem diferentes tipos de trombofilia. A mais comum é a hereditária, causada por alterações genéticas, como o fator V de Leiden, que atrapalha o corpo a dissolver coágulos. Também existem outras causas, como a falta de algumas proteínas que ajudam a controlar essa coagulação. Já a trombofilia adquirida pode aparecer por fatores como uso de anticoncepcionais hormonais, gravidez, obesidade, câncer e algumas doenças inflamatórias.

Causas e fatores de risco

A trombofilia pode ser causada por diferentes motivos, que geralmente se dividem em duas categorias: hereditária (genética) e adquirida. Entender esses motivos ajuda a saber quem está mais propenso e como se cuidar.

Hereditária:

Fator V de Leiden: mutação genética que dificulta o corpo a dissolver os coágulos.

Mutação na protrombina (Fator II): aumenta a produção de proteína que forma coágulos.

Deficiência de proteína C, proteína S e antitrombina: essas proteínas ajudam a controlar a coagulação. A falta delas aumenta o risco de trombose.


Adquirida:

Uso de anticoncepcionais hormonais e terapia de reposição hormonal: aumentam a chance do sangue coagular mais.

Gravidez e pós-parto: momento natural de maior coagulação para evitar sangramentos, mas com risco aumentado.

Obesidade: prejudica a circulação e facilita a formação de coágulos.

Cirurgias, principalmente ortopédicas: o corpo coagula mais para evitar sangramentos, mas pode formar trombos.

Imobilização prolongada: ficar muito tempo parado, como em viagens longas ou repouso, diminui o fluxo sanguíneo.

Doenças crônicas e inflamatórias: câncer, lúpus, síndrome antifosfolípide e outras.

Tabagismo: prejudica a circulação e aumenta o risco de coágulos.

Idade avançada: aumenta a chance de alterações na coagulação.

Infecções graves: algumas infecções, como a COVID-19, também podem elevar o risco.


Na maioria dos casos, a trombose acontece quando esses fatores se combinam. Por exemplo, alguém com trombofilia hereditária que usa anticoncepcionais e fica muito tempo parada tem risco maior.

Como a trombofilia impacta a vida?

A trombose pode deixar sequelas que dificultam a rotina, como dores, inchaço e problemas circulatórios. Em casos mais graves, pode levar à insuficiência venosa ou até à morte, se o coágulo chegar ao pulmão (embolia pulmonar).

Além dos sintomas físicos, conviver com trombofilia mexe com a saúde emocional, porque é preciso atenção constante, medicamentos e mudanças no estilo de vida. Para as mulheres, o cuidado é ainda maior, já que a trombofilia pode causar complicações na gravidez, como aborto espontâneo ou parto prematuro.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento?

O diagnóstico começa com uma conversa detalhada sobre a saúde e a história da pessoa, seguida de exames de sangue específicos para detectar as alterações na coagulação.

O tratamento mais comum é o uso de anticoagulantes, que ajudam a evitar a formação de novos coágulos. Também é importante cuidar da alimentação, praticar exercícios e evitar fumar.

Por que é importante falar sobre trombofilia?

Muita gente não conhece essa condição, e isso atrasa o diagnóstico e o tratamento. Por isso, falar sobre trombofilia é essencial para que as pessoas fiquem atentas aos sinais e busquem ajuda rapidamente.

Minha história e missão

Eu convivo com trombofilia hereditária há anos, e sei bem os desafios que ela traz. Mas com acompanhamento, informação e cuidados, é possível ter qualidade de vida. Quero usar minha experiência para ajudar outras pessoas a entenderem a doença e se protegerem.

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