Não é de hoje que eu digo que estar perto não é sinônimo de estar junto, e de todas as solidões a pior com certeza é a solidão acompanhada.
A solidão acompanhada te deixa paralisada, é aquela que entra fundo nas suas feridas mais escondidas, ela é amarga e exagerada, mas ao menor sinal de demonstração do seu sentir você é vista como carente, chata, e tanto outros adjetivos negativos que nos fazem questionar se é realmente errado fazer questão de quem a gente ama.
Se você cobra é carente, se não cobra e aceita a indiferença como sendo normal sofre dentro de si, enquanto alimenta pensamentos negativos de que sim, não importa o que você sinta, o outro não sente.
É aí, que a gente aprende a calar.
O outro se tornou indiferente às suas necessidades? - não reclame, não brigue, não cobre, fingi que não sente, finge que não liga, porque pode ser que receba ainda menos e ainda se sinta culpada por ser/estar tão frágil.
Para a mulher com medo de encarar a realidade - o morrer todos os dias um pouco, esperando o dia que o outro admita para vocês que a relação acabou e termine tudo, e de indiferença agora experimentará também o abandono.
Para a mulher com sede de vida, a dor que será transformada em força na sua grande reviravolta, porque a solidão a dois esvazia até mesmo o coração mais acalorada.
Não tem mais show de insegurança e nem cobrança pelo que deveria ser natural, espontâneo e gostoso, por dentro ela vai criando os anticorpos necessários para não precisar mais.
Até o dia que deixa de precisar mesmo, porque mulher se apaixonada pelo forma como é tratada, e a partir do momento que sente que não é mais importante ou que você não precisa mais dela, ela começa a preparar as malas.
Primeiro as emocionais, depois as físicas e materiais, o silêncio é o grito mais alto de uma mulher, e quando ela deixa de se importar é porque já está se preparando para ir embora.
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