Sabe aquelas histórias que terminam, mas não acabam? Que a gente fala adeus, mas em seguida emenda; “quem sabe daqui alguns anos, o que é nosso sempre volta pra gente, se for pra ser será”. O tipo de desculpa que a gente dá com medo de não suportar por completo a dor. Mas então ele segue a vida dele, você a sua, e até então tudo parece estar nos conformes do luto emocional. Você até trocam algumas SMS, às vezes comentam a foto do Orkut um do outro, para não deixar um clima chato e para mostrar que você ainda está vivo, em uma espera inesperada. Até que...
Até que você abre o Orkut e tem uma foto dele com outra pessoa, com um sorriso que você bem conhece pois já foi motivo dele, e aquela mão na cintura. Automaticamente a boca seca a garganta trava e enquanto os olhos enchem de lagrima um misto de raiva, desespero, medo e saudade tomam você. Inevitavelmente você lembra de como ele segurava a sua cintura, o que isso significava, e um turbilhão de pensamentos invadem a sua cabeça, ainda que não queira: “será que eles já transaram, será que já estavam juntos antes da gente terminar, será que ele aceitou o fim pra ficar com ela?” E então você percebe que não é tão forte quanto achava, que não é tão madura quando pensou, e que não era tão segura sobre os seus sentimentos. Pois o que dói não é perder quem a agente ama, o que dói é quando alguém encontra quem a gente perdeu.
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